(extraído do livro Educação enferruja por falta de uso, do pintor francês Toulouse- Lautrec.)
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto
É uma elegância desobrigada
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam
Nas pessoas que escutam mais do que falam
E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca
É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros
É possível detectá-la em pessoas pontuais
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está
É elegante não ficar espaçoso demais
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais
É elegante retribuir carinho e solidariedade
Sobrenome, jóias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo
Educação enferruja por falta de uso
esse texto é mto bom o//




